O que é Culture Hacking?

Artigo traduzido

Culture hacking é sobre encontrar as pequenas coisas que podemos fazer todos os dias pra criar mudanças positivas e incrementais. Pode parecer apenas um conserto rápido, mas é mais do que isso. Como um desenvolvedor em uma sprint de engenharia de software, é sobre focar nas pequenas coisas mais frequentemente, ao invés de somente atacar e mudar as grandes coisas.

Fundamentalmente, culture hacking é a tomada intencional de atitude pra criar uma mudança cultural positiva dentro da sua organização.

Do ponto de vista do pioneirismo, culture hacking é mais alavancado por organizações que acreditam que sua cultura está viva “e respirando”, e não algo para mexer apenas uma vez por ano.

Este processo funciona melhor quando uma organização acredita na cocriação cultural - ou seja, não é algo imposto pelo CEO ou pelos cúpula, e sim algo que precisa ser cocriado por todo mundo, todos os dias. As organizações devem criar um ambiente onde todos possam estar na mesma página, com ciclos constantes de feedback que permitam o progresso contínuo da mudança e a construção da cultura.

Comece um hack cultural

O hack cultural pode ser uma pequena ação que tem um grande impacto na cultura. Aqui vão alguns exemplos a considerar:

  • Mude as palavras que você usa pra falar sobre cultura. Ao invés de falar sobre “criar cultura”, fale sobre como vai envolver todos pra “cocriar” a cultura.
  • No lugar de fazer pesquisas anuais com os colaboradores, tente consultá-los com tanta frequência quanto a que você planeja agir. Use “medições de pulso” focadas pra reunir feedback com mais regularidade.
  • Se houver maturidade, uma troca de CEO aumenta a empatia e possibilita uma nova perspectiva pra companhia.
  • A hora da soneca pode afetar positivamente o bem-estar e a produtividade dos colaboradores. Estudos têm mostrado que a soneca melhora nossa imunidade, diminui a pressão sanguínea, aumenta nossa habilidade de aprender e aprimora nossa memória e performance em tarefas complexas.
  • Promova sextas-feiras em que seu time possa fazer uma pausa pra resolver um breve desafio criativo.
  • Substitua as luzes fluorescentes por lâmpadas de assoalho (os que trabalham até tarde da noite agradecerão!)
  • Experimente uma recepção rotativa: é um responsabilidade multitarefa e de enfrentamento que ensina humildade e diz “somos todos iguais aqui”.

Como escolher o hack cultural correto (ou tentar o seu próprio)

Assim como não há duas empresas com culturas iguais, nem todos os hacks vão funcionar em todas as organizações. A chave é ter uma sólida compreensão da sua cultura e dos valores da empresa e implementar pequenos hacks que apoiem essa ideologia maior.

Se você encontrou inspiração na lista acima, mas não tem certeza do que experimentar, considere estas questões:

  • O hack se alinha com a cultura global da sua empresa? Se o seu CEO ainda não está embarcado na ideia de melhorar a cultura, provavelmente é muito cedo pra tentar uma troca de CEO.
  • O espaço físico do seu escritório pode acomodar a mudança? Talvez uma sala pra soneca seja grande demais. Mas, se você gosta da premissa, tente encorajar as pessoas a trabalharem de casa ou em horários não-convencionais que funcionem melhor pra elas.
  • Você está se comunicando quando tenta coisas novas? Assim como com iniciativas culturais maiores, como lançar uma pesquisa de engajamento dos colaboradores, as pessoas gostam quando novidades são compartilhadas com elas.

Pequenas mudanças serão únicas pra cada empresa porque o que importa pra cada cultura é diferente. Pesquisas de engajamento são um ótimo lugar pra se começar se você estiver tentando entender o que importa na sua organização. Descobrir seus hacks culturais e realizar pequenas ações com regularidade apoiarão melhor uma cultura que é viva, e não apenas “ressuscitada” a cada três anos.

Confira o artigo original aqui.

Tradução: Maikel RosaCultural Hacker na designcultural